terça-feira, 12 de julho de 2016

Bebê desaparece no Recife; pai é suspeito

Uma bebê de 1 ano e 9 meses desapareceu no último domingo (10), em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O pai de Júlia Cavalcanti de Alencar, o engenheiro Janderson Rodrigo Salgado Alencar, de 29 anos, estava com a criança desde o último sábado (9), para uma visita judicial, porém não a devolveu à mãe dela, a servidora pública Cláudia Rogéria Cavalcanti, 42 anos, que mora em Olinda.


O primeiro fim de semana de visitas por determinação judicial, nos dias 2 e 3 de julho, ocorreu de maneira tranquila, e Júlia foi devolvida aos braços da mãe. No último domingo, porém, o engenheiro não a levou de volta. Segundo a advogada da mãe, Suelene Sá de Almeida, a mãe prestou queixa de descumprimento de determinação judicial contra o ex-marido na noite do domingo, na Divisão de Desaparecidos do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente. Nesta terça-feira (12), foi registrado o desaparecimento da bebê. “Não podemos afirmar, ainda, que houve sequestro, pois ele é o pai da menina”, explicou a advogada. O delegado responsável pelas investigações é Ademir Soares.

Segundo o delegado, já foram ouvidas a mãe da vítima e a avó paterna, que alega que o filho não foi para casa no sábado, mesmo dia em que pegou a criança. “Foi ele quem desapareceu com a criança. Era para ele ter devolvido às 18h do domingo”, afirmou Ademir Soares. “A dificuldade maior é que ele viveu em outras cidades do País e, pela legislação, a criança pode viajar pelo Brasil sem autorização através de via marítima, terrestre ou aérea; apenas para o exterior é que se exige autorização de ambos os genitores”, complementou. Janderson mora com a mãe e não possui vínculo empregatício fixo, portanto pode se ausentar do município sem dificuldades, informou o delegado.

De acordo com Suelene Sá, a separação do casal ocorreu em agosto de 2015 e não teria sido amigável. “Nunca houve agressão física, apenas verbal. Ele só ameaçou a mãe quando perdeu a ação por guarda compartilhada. A partir daí, entramos com uma medida de proteção em relação a Cláudia”, explicou. Janderson Rodrigido não poderia se aproximar da ex-companheira e deveria manter uma distância mínima de 300 metros dela. O pai poderia pegar a filha para a visita na área comum do prédio da ex-mulher. Uma terceira pessoa entregaria a filha a ele, para que não houvesse contato físico entre os pais da menina.


Suelene, que fala em nome da sua cliente, informou que o apartamento de Janderson Rodrigo está apenas com os móveis e que não há nenhuma roupa dele ou da criança no local.  O homem tem parentes em Manaus (AM), Belém (PA) e no Rio de Janeiro (RJ) e as autoridades locais já foram informadas a respeito do caso. Os números de telefone e as identidades dos familiares deles também já foram disponibilizados às polícias dessas cidades. A mãe de Janderson também declara não saber para onde ele foi. A GPCA investiga o caso e pede à população que entre em contato se souber alguma pista de onde a menina e o pai possam estar. Confira o número: (81) 3184-3578.

Do: Folha-PE

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