quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Médica cubana estuprada em posto de saúde será remanejada, diz Ministério

A médica cubana que teria sido vítima de estupro dentro de um posto de saúde em Capoeiras, no Agreste de Pernambuco, deve sair do município. Ao G1, a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (4) que a transferência da profissional "deve acontecer até o final da semana".


De acordo com o Ministério da Saúde, "o processo de remanejamento da médica já foi iniciado bem como os trâmites administrativos para a substituição dos profissionais pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)".

O ministério lamentou o ocorrido e destacou que "a referência estadual e a supervisora do Programa Mais Médicos estão no município prestando todo o suporte necessário à profissional". Segundo o Ministério da Saúde, a médica teve assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) dentro do protocolo de Prevenção e Tratamento dos Agravos resultantes da violência sexual contra as mulheres.

Entenda o caso

A polícia investiga o estupro de uma médica cubana - do programa Mais Médicos - dentro de um consultório do Posto de Saúde de Capoeiras. De acordo com a prefeita do município, Neide Reino (PSB), um assaltante teria invadido a unidade e cometido o crime. O caso divulgado na quarta-feira (3) ocorreu na segunda (1º).

Por telefone, o G1 conversou com a prefeita de Capoeiras, Neide Reino. Ela explicou como o caso aconteceu. De acordo com a gestora, a médica estava trabalhando no posto quando um assaltante invadiu o local. "Ele rendeu a médica e a técnica de enfermagem, e roubou os celulares delas. Depois ele trancou a médica no consultório e cometeu o crime", detalhou.

Ainda segundo a prefeita, o criminoso não foi reconhecido e não havia segurança no posto de saúde. A médica é casada, integrante do Programa Mais Médicos - do Governo Federal - e mora em Capoeiras, conforme informou a gestora.
"Nós já prestamos um boletim de ocorrência e levamos a médica para uma unidade de saúde para ela passar por exames sexológicos, que irão confirmar o estupro", falou Neide Reino. O delegado Flávio Pessoa disse que "não será repassada nenhuma outra informação por enquanto para não atrapalhar as investigações".

G1-Caruaru

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